Para quem morou sozinha por tantos anos, minha vida deu uma guinada radical. Antes eu tinha tempo para tudo, até para pensar besteira. Agora, mal consigo ler. Ser mãe ocupa todo o tempo. E ser casada também dá trabalho (risos). Agora, me perguntem: eu estava feliz antes, quando tinha tempo de sobra, até para ficar deprimida? Acho que nem preciso responder, né?
O dia é uma louca maratona - acordo pouco depois das 6h, me arrumo e vou para a academia. Antes das 8h preciso estar em casa para me arrumar, arrumar o Gui, fazer um café, dar um jeito na mochila que levo para a creche, vir com o Alexandre pro Rio - chego umas 9h30, 10h, e fico no Globo até às 18h, 18h30. Some-se a isso uma hora, uma hora e meia de ponte, chego em casa sempre às 19h30, 20h, quando dispenso a Lu, a empregada que pega o Gui na creche, e aí tem início a terceira maratona, que é ficar atrás do Gui, que já está engatinhando e tentando andar. Lá para às 22h, ele começa a ficar com sono. Preparo então a mamadeirona de cereal+fruta+leite, que ele toma com prazer. Coloco o gatinho pra dormir e, aí sim, vou tentar arrumar as coisas para o dia seguinte, adiantar outras tantas, tentar ler, qualquer coisa.
A vida é uma maratona mesmo, minha gente. E eu não tinha a ilusão de que seria diferente.
Mas tudo vale MUITO a pena. Porque meu bichinho está crescendo, se desenvolvendo, a rotininha vai se repetindo e quando eu menos esperar, meu Gui fará um ano.
Já estamos pensando nos preparativos da festinha dele. Mais trabalho pra mim, menos tempo pra ficar sem fazer nada, sem ler, sem pensar besteira.
Bem, que bom que é assim, né? ;-)
Um comentário:
Adorei o retorno! Você (você, Elis) faz falta no mundo virtual! Conte com este leitor assíduo - e discreto.
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