Por que pegar de volta uma coisa tão ultrapassada, tão "batida" como o blog? Será que já não está datado? Pois é. Pois não é. Talvez seja. Mesmo assim, decidi retornar aos posts particulares, agora de forma mais reservada. Perigoso ter a vida exposta, mesmo quando ela é um livro aberto. Sempre.
Mas sinto falta de blogar pra mim mesma. E para os íntimos. Blogar sobre o tudo e sobre o nada. Apenas pensar.
Agora sou mulher, mãe, dona de casa, jornalista profissional, blogueira profissional, esposa também (embora tenha amigas que detestem o termo, me sinto confortável com ele, apesar de não combinar muito com o meu antigo estilo). Seja como for, gosto da vida nova que ganhei. Gosto não, amo.
Agora tenho um bebezinho e um maridinho. Ambos dependem de mim. E eu dependo deles, porque sem eles não vivo mais. Bonitinho assim. Simplezinho assim. Mas amo essa simplicidade. Apesar de "moderna" - profissional, viajada, bem sucedida, como alguns sempre disseram - sempre levei jeito pra vida doméstica.
E me adaptei bem à vida de mãe. Modéstia à parte, sou uma genitora dedicada e apaixonada por aquele pequeno cidadão que pus no mundo. Meu Gui.
Mas esse blog não é só sobre ele. Nem só sobre a maternidade. É sobre mim, eu mesma, Elis e Elisângela. Nem preciso dizer que sinto falta de um espaço para brincar com as palavras. Porque sim, elas ainda habitam em mim.