Ainda bem que o trabalho não é nossa vida, e sim apenas uma parte dela. O meu costumava ser meu motivo de orgulho, até que a vida deu uma guinada e minha família passou a ser meu tudo, ficando o trabalho em posição bastante desconfortável.
Não que não goste mais de trabalhar - continuo adorando a ideia de ser profissional, de dar conta de tudo, de correr atrás dos meus sonhos. O problema é que não sei mais quais são os meus sonhos. Profissionais, quero dizer.
Nem sei mais se tenho sonhos ou se deixei me levar de tal forma pela melancolia da rotina que cansei de procurar algo que realmente me deixasse feliz de verdade.
Agora só vivo para voltar para casa e encontrar meu pequeno, dar de cara com aquele sorrisão banguela que me espera feliz, todo dia, e me recebe de bracinhos abertos, cheio de amor e de saudades.
E o trabalho, cada vez mais triste. Não há palavra que descreva melhor esse momento. Triste porque desesperançado, perdido, abandonado. Os sonhos ficaram lá atrás ou estão mais à frente?
Metas. Preciso delas. Sonhos. Metas e sonhos. Sem planos, o que seria de nós? Bem, eu sei o que é de mim. Uma pessoa que conta os minutos para sair correndo para o que realmente importa.
Momentos, reflexões, um pouco de tudo ou de nada. Pensamentos soltos, soluços, engasgos, poesia em vida, noites mal dormidas, linhas mal traçadas, um pouco de tudo. De mim e dos meus.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Leitura para ocupar a mente
Quando sobra um micro tempinho, tenho tentado ler. Como fiquei um bom tempo parada, sem ler nada porque os primeiros meses do Gui foram uma brabeira danada, resolvi não partir logo para "drogas pesadas". Por isso aceitei a indicação de amigas que estavam lendo a série que começa com "Crepúsculo".
Comprei o primeiro cheia de curiosidade. Confesso que para quem está acostumada a boa literatura e é fã de Clarice Lispector, Simone de Beauvoir e Cecília Meirelles, fiquei bem decepcionada com a qualidade literatária. Mas diverte. Costumo dizer que é uma espécie de "Júlia/Sabrina/Bianca" com um texto um pouco melhor, uma encadernação de primeira e muita mídia.

Comprei o primeiro cheia de curiosidade. Confesso que para quem está acostumada a boa literatura e é fã de Clarice Lispector, Simone de Beauvoir e Cecília Meirelles, fiquei bem decepcionada com a qualidade literatária. Mas diverte. Costumo dizer que é uma espécie de "Júlia/Sabrina/Bianca" com um texto um pouco melhor, uma encadernação de primeira e muita mídia.

Mas para quem só quer se distrair, recomendo. E cá entre nós, é muito chato aquele discursinho intelectualóide que diz que só literatura "pesada" é boa literatura. Acho que qualquer leitura vale a pena, e eu leio até bula de remédio.
Isso não faz com que eu goste menos dos meus ídolos Kafka, Dostoievsky, John Fante, Shakespeare e muitos outros. Mas agora preciso de coisas leves, divertidas, simples, livros que possam ser devorados. Para retomar mesmo o hábito de separar pelo menos uma horinha por dia para ler. E acho que estou conseguindo. Já é uma vitória.
Assim, acabei de ler o "Crepúsculo" e já comecei o "Lua Nova". Acabei ganhando o "Eclipse" e daqui a pouco devo ganhar também o "Amanhecer".
Quem sabe minha vida não fica mais animada com a história de amor bizarra entre um vampiro camarada e uma adolescente pentelha? ;-)
Isso não faz com que eu goste menos dos meus ídolos Kafka, Dostoievsky, John Fante, Shakespeare e muitos outros. Mas agora preciso de coisas leves, divertidas, simples, livros que possam ser devorados. Para retomar mesmo o hábito de separar pelo menos uma horinha por dia para ler. E acho que estou conseguindo. Já é uma vitória.
Assim, acabei de ler o "Crepúsculo" e já comecei o "Lua Nova". Acabei ganhando o "Eclipse" e daqui a pouco devo ganhar também o "Amanhecer".
Quem sabe minha vida não fica mais animada com a história de amor bizarra entre um vampiro camarada e uma adolescente pentelha? ;-)
A vida é maratona
Para quem morou sozinha por tantos anos, minha vida deu uma guinada radical. Antes eu tinha tempo para tudo, até para pensar besteira. Agora, mal consigo ler. Ser mãe ocupa todo o tempo. E ser casada também dá trabalho (risos). Agora, me perguntem: eu estava feliz antes, quando tinha tempo de sobra, até para ficar deprimida? Acho que nem preciso responder, né?
O dia é uma louca maratona - acordo pouco depois das 6h, me arrumo e vou para a academia. Antes das 8h preciso estar em casa para me arrumar, arrumar o Gui, fazer um café, dar um jeito na mochila que levo para a creche, vir com o Alexandre pro Rio - chego umas 9h30, 10h, e fico no Globo até às 18h, 18h30. Some-se a isso uma hora, uma hora e meia de ponte, chego em casa sempre às 19h30, 20h, quando dispenso a Lu, a empregada que pega o Gui na creche, e aí tem início a terceira maratona, que é ficar atrás do Gui, que já está engatinhando e tentando andar. Lá para às 22h, ele começa a ficar com sono. Preparo então a mamadeirona de cereal+fruta+leite, que ele toma com prazer. Coloco o gatinho pra dormir e, aí sim, vou tentar arrumar as coisas para o dia seguinte, adiantar outras tantas, tentar ler, qualquer coisa.
A vida é uma maratona mesmo, minha gente. E eu não tinha a ilusão de que seria diferente.
Mas tudo vale MUITO a pena. Porque meu bichinho está crescendo, se desenvolvendo, a rotininha vai se repetindo e quando eu menos esperar, meu Gui fará um ano.
Já estamos pensando nos preparativos da festinha dele. Mais trabalho pra mim, menos tempo pra ficar sem fazer nada, sem ler, sem pensar besteira.
Bem, que bom que é assim, né? ;-)
O dia é uma louca maratona - acordo pouco depois das 6h, me arrumo e vou para a academia. Antes das 8h preciso estar em casa para me arrumar, arrumar o Gui, fazer um café, dar um jeito na mochila que levo para a creche, vir com o Alexandre pro Rio - chego umas 9h30, 10h, e fico no Globo até às 18h, 18h30. Some-se a isso uma hora, uma hora e meia de ponte, chego em casa sempre às 19h30, 20h, quando dispenso a Lu, a empregada que pega o Gui na creche, e aí tem início a terceira maratona, que é ficar atrás do Gui, que já está engatinhando e tentando andar. Lá para às 22h, ele começa a ficar com sono. Preparo então a mamadeirona de cereal+fruta+leite, que ele toma com prazer. Coloco o gatinho pra dormir e, aí sim, vou tentar arrumar as coisas para o dia seguinte, adiantar outras tantas, tentar ler, qualquer coisa.
A vida é uma maratona mesmo, minha gente. E eu não tinha a ilusão de que seria diferente.
Mas tudo vale MUITO a pena. Porque meu bichinho está crescendo, se desenvolvendo, a rotininha vai se repetindo e quando eu menos esperar, meu Gui fará um ano.
Já estamos pensando nos preparativos da festinha dele. Mais trabalho pra mim, menos tempo pra ficar sem fazer nada, sem ler, sem pensar besteira.
Bem, que bom que é assim, né? ;-)
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